quarta-feira, 20 de maio de 2009
Mochilão
§ Falta pouquíssimo tempo pro meu próximo mochilão (embarco dia 02/06), mas diferentemente do primeiro, não estou tão nervosa ou ansiosa. Isso também não significa que eu não esteja empolgada.
§ Agora mesmo, estava lendo uns blogs, e todo aquele sentimento de aventura, de descobertas, de paisagens inesquecíveis, de amizades, de simplicidade, de reflexões, de perceber o quão maravilhoso é o mundo que Deus criou e que nós temos o privilégio de fazer parte dele... tudo isso voltou. Talvez hoje comece a contagem regressiva pra minha viagem.
§ Já conheci algumas pessoas que vão estar na Argentina e no Chile na mesma época que eu. Nós não teremos muitos dias em comum e nem ficaremos hospedados (grande maioria) nos mesmos hostels, mas já estamos combinando alguns passeios e encontros.
§ Cara, mochilar é uma das melhores coisas que já vivi.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Conte-me logo o fim Garcia Márquez
§ Se tem uma coisa que eu sempre gostei foi saber o fim dos livros, filmes e demais histórias, antes mesmo de chegar ao término deles. Se eu ia assistir a um filme que algum amigo meu tivesse visto antes, ficava louca fazendo mil e uma perguntas sobre como acabava, o que acontecia, que passava a fulano. Com livros então... eu mal tinha terminado o primeiro capítulo e corria à última página para conhecer o desfecho da história. Nesse desespero todo, já consegui ler livros de trás pra frente. Na verdade, li simultaneamente do início até o meio e do fim até o meio.
§ A ansiedade não é um mal exclusivo à minha pessoa, porém essa minha vontade quase sobrenatural de querer saber logo o que vai ocorrer sempre me fez sofrer algumas recriminações... "Você é louca?! Assim não tem graça!". Pra mim tem. Se eu estou no início de um livro e descubro o remate da narração, eu não vou parar de lê-lo. Pelo contrário, a vontade de entender COMO aquilo se desenrolou é que vai me prender à história.
§ E é nessas horas que eu lembro do grande escritor Gabriel Garcia Márquez. Ele tem um pouco disso. Às vezes já começa contando o final. E isso não tira nem um milesimozinho de brilho ou mérito de suas obras, porque o segredo não está no fim, e sim, no decorrer. É o desenvolvimento que nos prende. E o Garcia Márquez sabe disso. Ou talvez, seja como eu.
terça-feira, 5 de maio de 2009
I wanna fall in love...
§ Nós estamos sempre reclamando de tudo. Quando temos um amor não correspondido reclamamos do sofrimento e desejamos não estar mais apaixonado. E quando finalmente não temos mais esse amor, reclamamos porque simplesmente não o temos!
§ Não sei se falo por todos, mas esse sim é o meu caso. Minha última paixão foi por um argentino, mas ela não durou muito tempo, por culpa minha. Agora eu não tenho ninguém para pensar, e essa situação está me afligindo tanto... Estou sentindo minha vida morna, ou pior que isso.
§ Tudo o que eu queria agora era uma paixão. Sabe como é quando se tem uma pessoa que te faça esquecer tudo, que te faça andar no mundo da lua, que te faça parecer maluco no meio da rua, só porque você não consegue parar de pensar nela? Aquela pessoa que te faça ficar nervosa só de vê-la, mesmo a uns 100 metros de distância? Que faz você conversar compenetradamente com qualquer outro ser, quando na verdade você está boiando no assunto e pensando apenas no seu "amor" (e tentando disfarçar os olhares também)? Aquela pessoa que basta você encostar, basta um simples toque no braço, para o seu corpo pegar fogo?
§ Então, é disso que estou precisando. Desse fogo que me faça sentir viva...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
1º Primeiro mochilão
§ Por falar na próxima viagem, eu lembrei de alguns detalhes da última mochilada que podem ser úteis pra quem pretende viajar pela Bolívia e Peru. Foram 19 dias, passando santa cruz de la sierra, salar do Uyuni (um dos lugares mais incríveis do mundo!), Cochabamba (só passagem mesmo), La Paz, Copacabana, Puno, Cusco e Machu Picchu. As passagem aéreas custaram R$655 (ida e volta Rio - Santa Cruz) e U$122 (Santa Cruz - La Paz). Fora isso gastei exatos U$700. Na época da viagem a moeda americana estava uma balela, então a viagem foi muito, mas muito barata.
2º Mochilão
§ Bem, em junho farei o meu segundo mochilão, e provavelmente também sozinha. Algumas pessoas criam blogs para descrever suas viagens. O meu não foi feito com esse intuito, tanto que do meu primeiro mochilão falei quase nada aqui. Mas tava pensando, já que tenho esse blog, vou escrever algumas coisas acerca dos meus planos e do que foi feito. Vai que alguém navegando pelo google descobre essa joça aqui e consegue encontrar nela informações valiosas e úteis para a sua viagem...
§ Nessa minha segunda aventura passarei 26 dias na Argentina, Chile e Uruguai. O roteiro, que pode mudar na hora, será basicamente este: Rio - Buenos Aires - Mendoza - Santiago - Viña del Mar e Valparaíso - Pucón - Bariloche - BsAs - Montevidéo - Punta del Leste - Colônia - BsAs - Rio.
§ Comprei a passagem na TAM, R$842 ida e volta. A única reserva de hostal que fiz até agora foi a do milhouse, em Buenos Aires. E mesmo assim só fiz porque é muito badalado e por conta disso é difícil encontrar vagas por lá. Optei pelo milhouse porque, como mencionei, devo ir sozinha. E esse albergue é sempre bem indicado pra quem vai sem companhia.
§ No meu primeiro mochilão eu não fiz reservas para hospedagem; chegava aos lugares, ia perguntando, descobria e escolhia na hora os locais para ficar. Só que na Bolívia e no Peru essa coisa é mais fácil: a hospedagem lá era super barata. Às vezes era até melhor ficar em hotel sozinha do que compartir um quarto em albergue (Ex: Num hotel em La Paz paguei 50 bolivianos, e num albergue próximo, dividindo a habitação com mais 5 meninas, pagaria 64 bolivianos). Já nos países do cone sul, a hospedagem é um pouco mais cara, e a demanda também é maior. Por conta disso, é melhor ir pelo menos com um albergue em mente, e tentar fazer a reserva 1 dia antes de chegar à cidade, pra evitar o rack rate.
§ Os meus cálculos incluindo a hospedagem, os transportes entre as cidades, a alimentação, os passeios e um "gasto a mais" deram por volta de R$3500, usando o dólar a R$2,50. É claro que eu vou levar mais que isso, mas sinceramente, eu e o meu consumismo equilibrado beirando a pão-durice, não pretendemos gastar mais que o valor calculado.
§ Minhas expectativas para esta viagem são ótimas: acho que estou mais madura e já tenho nas costas o peso de um mochilão sozinha por dois países incríveis, mas muito doidos!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Fim.
§ Embora eu tenha terminado a faculdade no fim do ano passado, só ontem aconteceu a colação de grau, na qual eu recebi o diploma. Esse era um dos momentos mais aguardados não só por mim, mas para quase todos os formandos. Afinal de contas, foram cinco anos de UFF, para alguns até seis.
§ Foram anos atravessando a baía de Guanabara de segunda à sexta, tendo aulas das 8h até às 22h. Fora as vezes em que só tínhamos aulas pela manhã e pela noite, então passávamos o dia enrolando em Niterói. Foram anos de não-aulas, de aulas (que pareciam) inúteis, de disciplinas repetitivas (usei um mesmo trabalho feito no terceiro período para quatro outras matérias, apenas modificando alguns detalhes), de professores medíocres (embora eu também tenha tido alguns excelentes professores, que merecem todo o reconhecimento do mundo). Foram cinco anos em um curso no qual eu nem sequer acredito ser necessário. Por conta disso tudo e mais algumas coisas, eu estava ansiando por esse momento: me desligar da UFF, do turismo e de Niterói (este último, ledo engano - ainda estudo francês na terra do Araribóia).
§ Pois então, este momento de desligamento, como eu já mencionei, finalmente chegou ontem, e hoje, ao invés de alegria, estou sentindo uma certa tristeza, uma sensação de vazio.
§ Estou tentando buscar os motivos que expliquem essa melancolia. Acho que uma parte se deve ao fim de um ciclo de vida. Mas não é um ciclozinho não, é um grande ciclo. Por exemplo, o ginásio foi um ciclo, o ensino médio outro, e a faculdade por si só também foi um ciclo. Mas todos esses ciclos juntos formam um só, um grande, o da juventude e estudos. Não que os últimos mencionados terminem depois de uma graduação universitária, mas é como se esse fosse um nível mínimo de exigência (não sei se me faço entender): estudar até completar o ensino superior. É como se toda essa fase fosse parte da nossa juventude e, a partir de então, fôssemos de fato adultos. Acho que é isso que está me assustando.
§ Até antes disso, por mais que eu tivesse um milhão de planos e sonhos e metas, havia só um caminho a seguir e eu sabia qual era. A partir de hoje, não. Eu tenho planos sim; quero fazer mestrado e começar a estudar para concurso público. Mas mesmo assim é diferente, porém eu não sei explicar. Talvez seja também porque quando eu era mais jovem imaginava que nessa altura da vida já estaria "encaminhada", com um emprego, um casamento (ou algo próximo disso) e constituindo uma nova família, enfim, sabendo exatamente o que fazer. Só que ocorre o contrário, eu estou bem perdida e embora tenha os planos supracitados, não sei o que fazer.
§ Um outro motivo dessa tristeza pode ser também a preocupação de "perder" os amigos. Uma das únicas coisas que fizeram a UFF valer a pena para mim foram as pessoas que conheci lá. Com elas vivi momentos divertidíssimos, únicos, inesquecíveis. Fiz amigos de verdade e posso dizer sem a menor dúvida que foi a melhor turma com a qual eu estudei desde o jardim de infância. Foi a mais unida. Já no meio do curso nós começamos a nos ver com menor freqüência: iniciamos os estágios, os intercâmbios, e os horários foram ficando diferentes, as grades de disciplinas mais ainda e nós, que éramos da mesma turma, já não estudávamos mais juntos.
§ Ontem mesmo, só uns sete de nós, que começamos juntos o curso, nos formamos (dois já tinham conseguido no período passado). Alguns ainda ficarão em Nikity por 1, 2 ou mais semestres. Só que apesar de não estarmos mais tão juntos assim, parece que a última noite foi mesmo o ponto final. Acabou.
§ Eu sei também que a amizade que construímos não terminará com a UFF, mas é inevitável que tomemos rumos diferentes (mesmo ainda não sabendo quais) nessa nossa nova etapa de vida. Eu sei que eu vou viver grandes e ótimos momentos a partir de agora. Mas talvez seja essa minha mania de ficar olhando para o passado que me cause essa melancolia. Não adianta. Como diz a Isabel Allende, "a nostalgia é o meu vício".
[...]
§ Então acabou. The end, é o fim. But I still haven't found what I'm looking for.
terça-feira, 10 de março de 2009
Atualidades
§ Gente, o que foi aquela entrevista ao vivo com o Ronaldo "fenômeno" ontem no JN, só porque ele fez um gol no domingo? Que ridículo! Fico revoltada com essas coisas.
§ Ele próprio não tem vergonha de se expôr a isso, de fazer esse papelão? Aliás, o jornalismo da rede globo, que apesar de pertencer à emissora mais perniciosa e manipuladora do país, se julga tão sério, fazendo uma coisa dessas...
§ Falta de assunto não é.
§ Ele próprio não tem vergonha de se expôr a isso, de fazer esse papelão? Aliás, o jornalismo da rede globo, que apesar de pertencer à emissora mais perniciosa e manipuladora do país, se julga tão sério, fazendo uma coisa dessas...
§ Falta de assunto não é.
sábado, 7 de março de 2009
Fingerprints
§ Desde cedo nós ouvimos falar que a impressão digital de cada pessoa é única. É aquele tipo de conhecimento tão difundido, que acaba passando batido.
§ Esses dias, não sei por que, eu parei e fiquei uns instantes observando os meus dedos. Depois de verificar minuciosamente cada voltinha, o formato em cada parte do dedo, eu puxei a mão do meu pai e fiquei a analisar as impressões dele também. Eram um pouco parecidas com as minhas, não sei se há alguma relação genética nisso.
§ O interessante é que eu lembrei desses papos de auto-ajuda, de que cada indivíduo é especial por possuir uma característica única. Podem haver pessoas com muitas coisas em comum, muito parecidas. Porém ao analisarmos detalhadamente, veremos que são diferentes.
§ E como um pensamento leva a outro, fiquei abismada em lembrar que há pessoas que não acreditam em Deus. Tudo bem, não acreditar no deus que o cristianismo e as outras religiões pregam é bastante aceitável. Agora não acreditar nem da existência de um ser superior que criou tudo o que vemos, que criou esses bilhões de seres tão diferentes, com impressões digitais diferentes... Nisso eu não acredito! O mundo pode até ter surgido com o big bang, mas de onde veio a massa que explodiu? Alguém teve que ter criado aquilo. Eu sei, eu sei, nossa mente humana já está condicionada à idéia de que tudo é criado por alguém / algo e tem um começo, meio e fim. Mas mesmo assim, é impossível não pensar que toda essa grandeza e maravilha de universo, todos os detalhes mínimos, cada célula do nosso organismo e como tudo se encaixa perfeitamente... é impossível não pensar que toda essa perfeição não foi planejada por um grande criador.
Did You raise the sun for me?Or paint a million stars that I might know Your majesty?
§ Esses dias, não sei por que, eu parei e fiquei uns instantes observando os meus dedos. Depois de verificar minuciosamente cada voltinha, o formato em cada parte do dedo, eu puxei a mão do meu pai e fiquei a analisar as impressões dele também. Eram um pouco parecidas com as minhas, não sei se há alguma relação genética nisso.
§ O interessante é que eu lembrei desses papos de auto-ajuda, de que cada indivíduo é especial por possuir uma característica única. Podem haver pessoas com muitas coisas em comum, muito parecidas. Porém ao analisarmos detalhadamente, veremos que são diferentes.
§ E como um pensamento leva a outro, fiquei abismada em lembrar que há pessoas que não acreditam em Deus. Tudo bem, não acreditar no deus que o cristianismo e as outras religiões pregam é bastante aceitável. Agora não acreditar nem da existência de um ser superior que criou tudo o que vemos, que criou esses bilhões de seres tão diferentes, com impressões digitais diferentes... Nisso eu não acredito! O mundo pode até ter surgido com o big bang, mas de onde veio a massa que explodiu? Alguém teve que ter criado aquilo. Eu sei, eu sei, nossa mente humana já está condicionada à idéia de que tudo é criado por alguém / algo e tem um começo, meio e fim. Mas mesmo assim, é impossível não pensar que toda essa grandeza e maravilha de universo, todos os detalhes mínimos, cada célula do nosso organismo e como tudo se encaixa perfeitamente... é impossível não pensar que toda essa perfeição não foi planejada por um grande criador.
Did You raise the sun for me?Or paint a million stars that I might know Your majesty?
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Uyuni
§ A primeira impressão que eu tive de Uyuni, que algum tempo depois mostrou-se errada, era a de que ela parecia uma cidade meio fantasma, de faroeste. Só faltavam aquelas bolas de feno rolando de uma esquina à outra pra eu ter a certeza. Talvez essa impressão tenha sido causada pelo fato de que meu primeiro contato visual claro com o lugar se deu às 8:00am, em um dos dias mais frios do ano. Pra explicar isso, preciso voltar um pouco mais no tempo.
§ Eu tomei o trem que partia de Oruro para Uyuni às 7:00pm, e cheguei ao destino de madrugada. Já durante a viagem, eu, que sou extremamente calorenta e amo tempo frio, comecei a me tremer toda e parecia que ia congelar. E olha que estava vestida com uma segunda pele, uma blusa de manga comprida, um moletom e um casacão. Peguei os outros casacos da mochila e comecei a enrolar nas minhas pernas e nos braços, tentando amenizar a situação.
§ Eu não fiz reservas para hospedagem durante toda a viagem, mas Uyuni foi o único lugar onde isso me deixou assustada. Estava muito escuro e, principalmente, como já mencionei, fazia muito frio. Não havia uma viva alma fora da estação. Por conta disso, acabei aceitando o convite de hospedagem de uma das muitas pessoas que ficam pertubando nas saídas das rodoviárias e estações de trens bolivianas e peruanas.
§ Tomei um táxi com mais três portuguesas que já tinham viajado comigo de La Paz a Oruro (elas eram frescas e chatíssimas). O percurso foi mínimo; Uyuni é uma cidade minúscula, mas o frio era tanto que congelaríamos se fôssemos caminhando.
§ Logo na recepção fomos recebidas por uma menina que tinha uma cara super fechada, me senti bastante mal. Fui logo pro quarto, só tirei o tênis e me enfiei embaixo das cobertas. Dormi daquele jeito, sem trocar de roupa e sem escovar os dentes.
§ Como eu tinha poucos dias para voltar pra Santa Cruz, precisava começar o passeio do Salar do Uyuni na próxima manhã. Por isso, acordei às 7:00am, com a intenção comprar o tour em alguma agência. Fui ao banheiro e surpresa: a água estava congelada nos encanamentos! Enrolei um pouco e descolei uma água para lavar o rosto e escovar os dentes.
§ Foi então que eu saí e tive a primeira visão da cidadezinha. Eu era o único ser vivente na rua (o hotel ficava na avenida principal), passando o maior frio da minha vida. Fui caminhando e percebi que estava tudo fechado. Além de comprar o tour, eu precisa tomar o café da manhã. Continuei caminhando e encontrei um local. Ele me disse que eu poderia desayunar no mercado principal.
§ Cheguei lá e finalmente encontrei uma concentração, ainda que ínfima, de pessoas. Uma coisa é certa: é muito difícil encontrar um boliviano típico que seja simpático. Eles constantemente não respodem as suas perguntas e, quando o fazem, é com uma expressão tão feia e uma boca tão fechada, que não se consegue entender o que dizem. Conclusão: apesar do mercado ser pequeno, demorei um século até encontrar o lugar para comer.
§ Depois que comecei a beber o toddy, acompanhado por um pão com ovo, eu me lembrei porque estava evitando tomar chocolate quente na viagem: eles colocam apenas UMA colher de achocolatado no leite. E ai de você se pedir educadamente para pôr mais!
§ Terminado o café, fui atrás da agência para comprar o tour. Durante todo o mochilão eu pesquisei bastante antes de escolher uma agência, um albergue, um restaurante ou uma companhia viária. Mas em Uyuni foi tudo diferente, assim como no caso do hotel, fui direto para a Colque tours. Vários brasileiros tinham me falado super bem dela e, apesar de ser das mais caras, eu preferi não arriscar. Já depois de iniciado o passeio, eu descobri que a colque me enfiou no tour de outra agência. Enquanto eu tinha pago U$85, todos os outros pagaram U$60. Mesmo assim, não me arrependi. O povo do meu jipe era incrível. Tornamo-nos bons amigos.
§ Depois eu percebi que Uyuni não era ão fantasma assim. À tardinha é até um lugar bem movimentado, mas vê-se apenas uns poucos locais e uma multidão de mochileiros.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Histórias do povo
§ Além de ser amante de História, confesso também adorar historinhas num geral: histórias de amigos e de família, histórias quem se ouvem no metrô e em ônibus, histórias da internet. Eu sou capaz de ficar horas ouvindo e contando os absurdos que o povo fala.
§ Essa semana, uma em especial prendeu a minha atenção e me fiz rir um bocado. Uma amiga minha arranjou um peguete, que eu conheci algum tempo depois e que descobri ser quase meu vizinho.
§ Comprovei que esse peguete, apesar de simpático e gente fina, era meio maluco. Então ela me contou essa pérola. O fulaninho decidiu, ao lado de seus amiguinhos igualmente doidos, "invadir" um hotel aqui da orla e usar LSD por lá. Quando voltaram à rua, ele estava tão pirado que bateu em um policial que tentou abordá-lo. Com medo de ser preso, correu para a praia e entrou na água, tentando se esconder. Atenção para o detalhe: isso tudo de madrugada.
§ Um desses caras que trabalham fazendo esculturas na areia, viu a situação e ficou preocupado. Entrou na água para tirar o fulaninho e ainda foi agredido. Depois de muito sufoco conseguiu derrubá-lo na areia e chamou o corpo de bombeiros. Nisso, um dos amigos igualmente doidos apareceu e forneceu ao bombeiro o telefone da casa do nosso protagonista. A mãe e a irmã dele apareceram e o acompanharam até o pinel, onde o fulano passou um dia.
O mais engraçado é que um tempo depois, quando a minha amiga estava ficando com o fulano, enquanto eles passeavam pela praia, o tal do escultor os encontrou, reconheceu o doido e disse que só não revidoua agressão porque percebeu que o rapaz estava psicologicamente alterado.
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